terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Talvez se não sonhasse...

Ainda está tudo um pouco turvo na minha cabeça, mas vou tentar contar a história...
Não sei onde estava, nem porquê, nem quem falava comigo, mas ouvia uma voz feminina a dizer-me:

- tens que lhe dizer alguma coisa! porque é que nunca mais lhe disseste nada? juro que por vezes não te entendo...

Realmente, porque raio não lhe tinha dito nada, pensava para mim. Eu mesma, às vezes não me entendo. Estávamos ali todos à tanto tempo e, depois do que se passou nem sequer tínhamos falado, não sei porquê não me importava, até me terem feito o reparo.

Sentei-me no banco, sem saber bem o que dizer.

- Desculpa. - Foi a primeira coisa que me veio à cabeça. Sem olhar-me nos olhos, respondeu:

- Não faz mal, sei que não é por mal que o fazes.

- Não sei porque não disse mais nada, é uma estupidez eu sei, não penses que não gosto de ti, talvez precisa-se de algum tempo para pensar...

- Pensava que as coisas eram claras para ti e sem dúvidas...

- É tão mais fácil falar do que lidar com os sentimentos. É um pouco confuso, mas tenho uma vontade que me devora de estar contigo, outra vez. Talvez deva pensar menos.

- Talvez.

Beijou-me e, senti que está de novo tudo bem, como poderia ter duvidas? O que interessa o que os outros pensam? Interessa eu ser feliz e fazer alguém feliz comigo e aquilo era certo, não havia outra maneira de eu estar bem. Lembro-me de estar a olhar para ti e te achar tão sexy que qualquer dúvida que restasse na minha cabeça voou nesse momento.


Acordei, tinha sido apenas um sonho, mas tão real, que me deixou a pensar nisso o dia inteiro.

Rita

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