domingo, 7 de junho de 2009

Suspiro



Suspiraste-me ao ouvido,
um arrepio subiu pelas minhas costas,
mordiscaste-me a bochecha,
sussurraste-me algo que já não me recordo.

Fiquei louca,
todo o meu corpo termia,
aquele desejo voltava a consumir-me por dentro,
tinha medo de não o controlar,
de te assustar.

Falaste comigo e senti-me segura,
como sempre me fazes sentir e,
finalmente entendi
que és o meu porto de abrigo e eu o teu,
que estar separada de ti
só me faz sentir mal e com um vazio...

Peço-te,
fica aqui ao meu lado,
agarra a minha mão,
faz com que sinta que o mundo é meu
e que ninguém me pode tirar isso.


Obrigada por teres ficado...

Desejos



Não quero agarrar este desejo,
luto interminavelmente contra ele,
mas só me consome,
cada vez mais...

Não conseguia parar de olhar para ti,
estava fascinada,
só me imaginava a abraçar-te com todas as minhas forças.

Não sei se quero entender o que vai na minha cabeça,
e talvez nem o que vai na tua,
mas fico louca só de pensar.

O que é este desejo que me sufoca?
Diz-me, por favor diz-me!

Reconhecimento



Entramos para a escola bem pequeninos, fazemos a primária, depois o básico, por fim o secundário. Conseguimos entrar na universidade, nova grande etapa, estamos a crescer... Concluímos o nosso curso, somos adultos, vamos arranjar trabalho e finalmente sermos verdadeiramente independentes...

Mas nunca ninguém se perguntou qual é o sentido de tudo isto?
Passar tanto tempo da nossa vida a estudar?
É só porque a sociedade o exige ou será algo mais?

Toda a nossa vida procuramos ser os melhores em algo, nem que seja na coisa mais insignificante, só queremos reconhecimento por parte da sociedade, dos nossos pais, da família, dos amigos, dos professores, do patrão... Afinal só sabemos se realmente somos bons para algo se nos disserem e derem os parabéns. O nosso ego depende disso, a nossa sanidade mental também. Afinal a nossa busca por toda a vida é apenas por reconhecimento, por parte de todos os importantes, mas principalmente de nós próprios.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Memórias de uma noite



Memórias da noite em que te beijei pela primeira vez...

Deitei-me na cama,
tu deitaste-te logo a seguir,
estava de costas para ti.

O medo apoderava-se de mim,
até que puseste a mão no meu ombro...
Termi...

A tua mão desceu pelo meu braço,
agarraste a minha mão com força...
A ansiedade crescia...

Senti a tua respiração a aumentar,
virei-me e fiquei cara a cara contigo,
as nossas testas encostraram-se...

O sangue passava a 200 km/h pelas minhas veias,
o coração estava prestes a saltar...
Hesitaste...

Mas pela primeira vez na vida
senti que estava no lugar certo,
à hora certa, com a pessoa certa.

Avancei,
os meus lábios tocaram os teus,
senti que naquele momento
me desejavas tanto como eu a ti.

Abracei-te e pensei,
"quem me dera que o tempo parasse para sempre"...

Rita

segunda-feira, 9 de março de 2009

Sonhos



Trocamos carícias, beijos apaixonados, fizemos juras para nos mesmos de que aquele momento ia parar no tempo para sempre.

"Não quero acordar", pensava para mim, mas no fundo do meu subconsciente sabia que aquele momento ia morrer ali, nos meus sonhos, nas minhas ilusões, ficar perdido naquele espaço e tempo infinitos.

Só agora restam as memórias, daquele sonho, de me ter entregado sem medos a ti e, permanece em mim o desejo de voltar a adormecer.

domingo, 1 de março de 2009

Adormeço



Tento adormecer,
Cheiro o teu perfume no meu relógio,
Consigo quase sentir-te aqui.

Imagino-me a abraçar-te,
A dar-te um beijo apaixonado e,
A adormecer com a cabeça no teu peito.

Desejo com todas as minhas forças que estejas aqui,
Para sentir o conforto dos teus braços
E te sussurar ao ouvido o quanto gosto de ti.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Diz-me




Diz-me que não imaginaste,
Que não fantasiaste,
Que não sonhaste,
Que não desejaste,
Que não quiseste,
Que não gostaste,
Que ficaste indiferente,
Que não sentiste nada,
Que não mexeu contigo,
Que foi só fértil imaginação minha,
Que não aconteceu,
Por favor diz-me.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Loucura



Qualquer coisa em que pense,
Automaticamente é redireccionada para ti,
Porque por mais que mil e uma vezes
Tente rejeitar tal pensamento,
Neste estado,
Percebo o desejo que me consome por dentro.

Sei que te consome a ti também,
Directa ou indirectamente,
Já o transpareceste.

Espero por ti,
Aqui,
Naquele espaço e tempo só nosso.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Não vás

A deriva, sem ver terra no horizonte, tudo o que podia esperar era um milagre, tal como num deserto encontrar um oásis. E mesmo quando estava no limiar de desistir, quando o fino fio de esperança estava prestes a quebrar, apareces e das-me um rumo a seguir. Ensinas-me que o mundo não é o monstro que parece, que o inferno pode transformar-se em Jardim do Éden, e que coisas más podem virar coisas boas.

Sinto-me segura quando estás aqui, não vás por favor.

Look around



I'm looking around,
Observing people,
Their actions and reactions.

The world it's not easy for anyone,
And people are so different from each other,
That sometimes it's so hard to understand
Why do they act that way,

You think you are happy?
You think your life is good?
You think that everyone are ok?
So naive...

Just look around,
Stop and just look.
Believe me, the world is shit,
People don't know how to act,
It's just lies, alcohol, drugs and sex...

How many real friends do you have?
Two? Maybe tree?
If you don't believe me,
Please look around you.

How can I live here
And not be mad?
Every day I wake up,
I'm afraid to be just a stupid person too.

Sometimes I make stupid mistakes,
It's true,
But I fight against that,
And I learn with my own mistakes.

And you? What you do? Who you are?